O Círio de Nossa Senhora de Nazaré - Belém - PA
Uma Breve História do Círio de Nazaré
A devoção a Nossa Senhora de Nazaré teve início em
Portugal. A imagem original da Virgem pertencia ao Mosteiro de Caulina, na
Espanha, e teria saído da cidade de Nazaré, em Israel, no ano de 361, tendo
sido esculpida por São José. Em decorrência de uma batalha, a imagem foi levada
para Portugal, onde, por muito tempo, ficou escondida no Pico de São
Bartolomeu. Só em 1119, a imagem foi encontrada. A notícia se espalhou e muita
gente começou a venerar a Santa. Desde então, muitos milagres foram atribuídos
a ela.
No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a “Santinha”. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem ser enviada ao Palácio do Governo. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.
No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a “Santinha”. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem ser enviada ao Palácio do Governo. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.
Em 1792, o Vaticano autorizou a realização de uma procissão
em homenagem à Virgem de Nazaré, em Belém do Pará. Organizado pelo presidente
da Província do Pará, capitão-mor Dom Francisco de Souza Coutinho, o primeiro
Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1793. No início, não havia data
fixa para o Círio, que poderia ocorrer nos meses de setembro, outubro ou
novembro. Mas, a partir de 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do
Rêgo Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo de
outubro.
Tradicionalmente, a imagem é levada da Catedral de Belém à Basílica Santuário.
Ao longo dos anos, houve adaptações. Uma delas ocorreu em 1853, quando, por
conta de uma chuva torrencial, a procissão – que ocorria à tarde – passou a ser
realizada pela manhã.
O transporte dos Carros dos milagres para a CDP
Este é o momento em que os treze carros das promessas
utilizados na grande Festa do Círio são levados da Estação dos Carros, que fica
ao lado do Centro Social de Nazaré, para os galpões da Companhia Docas do Pará
(CDP), de onde saem no domingo. O percurso é feito durante a noite, em um dos
dias da semana que antecede o Círio, e começa no Arraial de Nazaré, passa pelas
travessas 14 de Março e Antônio Barreto, avenidas Doca de Souza Franco e
Marechal Hermes até o armazém da CDP.
O trajeto é feito pela Diretoria da Festa, Guarda de Nazaré, promesseiros, representantes de colégios, motociclistas e Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel). De suas casas, devotos acompanham a caminhada. O momento também é prestigiado com fogos de artifício. A Berlinda não acompanha esse trajeto.
O trajeto é feito pela Diretoria da Festa, Guarda de Nazaré, promesseiros, representantes de colégios, motociclistas e Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel). De suas casas, devotos acompanham a caminhada. O momento também é prestigiado com fogos de artifício. A Berlinda não acompanha esse trajeto.
O Traslado para Ananindeua
Na sexta-feira que antecede o Círio, acontece o traslado da
imagem peregrina para os municípios de Ananindeua e Marituba, um percurso de
48,5 quilômetros, que começa ao meio-dia e termina às 20 horas. O Traslado para
Ananindeua, como ficou conhecida esta procissão, é realizado desde 1992. Nos
dois primeiros anos, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré era levada em um
cibório, uma armação em metal constituída de um teto arqueado (abóbada),
sustentado por quatro colunas retorcidas. Hoje, a imagem peregrina é levada da
Basílica Santuário de Nazaré em uma réplica da Berlinda em cima de um carro da
Polícia Rodoviária Federal (PRF). A mudança ocorreu por conta da necessidade de
proteger a imagem, que no cibório ficava exposta ao vento, sol e chuva.
O percurso inicia na Basílica Santuário e passa pelas avenidas Nazaré, Magalhães Barata, Almirante Barroso e BR-316. Depois, segue pelos bairros Cidade Nova e Paar, em Ananindeua, e entrada do município de Marituba, até chegar a Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Ananindeua.
Lá a imagem fica em um palanque armado em frente à Igreja Matriz, onde passa a noite em vigília. Na manhã de sábado, a imagem é levada pelos devotos na romaria rodoviária.
O percurso inicia na Basílica Santuário e passa pelas avenidas Nazaré, Magalhães Barata, Almirante Barroso e BR-316. Depois, segue pelos bairros Cidade Nova e Paar, em Ananindeua, e entrada do município de Marituba, até chegar a Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Ananindeua.
Lá a imagem fica em um palanque armado em frente à Igreja Matriz, onde passa a noite em vigília. Na manhã de sábado, a imagem é levada pelos devotos na romaria rodoviária.
A Romaria Rodoviária
A Romaria Rodoviária foi criada pelo Sindicato das Empresas
de Transporte de Cargas e acontece desde 1989. Realizada no sábado, véspera do
Círio, a romaria que leva a imagem peregrina da Matriz de Nossa Senhora das
Graças, em Ananindeua, para o distrito de Icoaraci é precedida de uma missa às
5h. Há sete anos, essa procissão passou a ser organizada pela Diretoria da
Festa com a colaboração da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Prefeitura de
Ananindeua e outros órgãos públicos.
Após a celebração religiosa na Igreja Matriz, os motoristas começam o trajeto pela BR-316 até o Entroncamento, indo pela Rodovia Augusto Montenegro até Icoaraci, onde passam pelas ruas 8 de Setembro e São Cristóvão, parando no trapiche do distrito.
Depois de um percurso de 24 quilômetros, a procissão chega a Icoaraci por volta das 8h, onde uma nova missa é celebrada. Às 9h, a imagem é colocada numa embarcação para continuar a viagem, rumo à Praça Pedro Teixeira, dando início à Romaria Fluvial.
Após a celebração religiosa na Igreja Matriz, os motoristas começam o trajeto pela BR-316 até o Entroncamento, indo pela Rodovia Augusto Montenegro até Icoaraci, onde passam pelas ruas 8 de Setembro e São Cristóvão, parando no trapiche do distrito.
Depois de um percurso de 24 quilômetros, a procissão chega a Icoaraci por volta das 8h, onde uma nova missa é celebrada. Às 9h, a imagem é colocada numa embarcação para continuar a viagem, rumo à Praça Pedro Teixeira, dando início à Romaria Fluvial.
A Romaria Fluvial
Conhecida como "Círio das Águas", a Romaria
Fluvial também é realizada no sábado, véspera do Círio de Nazaré. O percurso de
10 milhas até a Praça Pedro Teixeira começa às 9h, no trapiche de Icoaraci. A
parada é em Belém na Escadinha do Cais do Porto (ao lado da Estação das Docas),
por volta das 11h.
Quando chega à Escadinha, a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é recebida com honras de Chefe de Estado, pela Polícia Militar, em Belém. A ocasião se repete desde 1999, motivada pela Lei Estadual nº 4.371, de 15 de dezembro de 1971, que proclamou a Virgem de Nazaré, Padroeira do Pará, Rainha da Amazônia e merecedora dessa grande homenagem.
Criada em 8 de outubro de 1986, a primeira Romaria Fluvial foi acompanhada por cerca de 30 barcos e marcada por imensa emoção, no momento em que uma grande auréola luminosa surgiu no céu contornando o sol. O fenômeno foi considerado um sinal de benção e aprovação da Virgem de Nazaré àquela manifestação de fé dos devotos.
Para a romaria nas águas da baía do Guajará, foi confeccionada mais uma réplica da berlinda, usada até 2002. No ano seguinte, ela foi substituída por uma cúpula de vidro que é usada até hoje. A cúpula permite maior visibilidade da imagem pelos ribeirinhos e fiéis que a acompanham. Atualmente, mais de mil embarcações, entre barcos, lanchas, balsas e veleiros participam do "Círio das Águas".
Quando chega à Escadinha, a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é recebida com honras de Chefe de Estado, pela Polícia Militar, em Belém. A ocasião se repete desde 1999, motivada pela Lei Estadual nº 4.371, de 15 de dezembro de 1971, que proclamou a Virgem de Nazaré, Padroeira do Pará, Rainha da Amazônia e merecedora dessa grande homenagem.
Criada em 8 de outubro de 1986, a primeira Romaria Fluvial foi acompanhada por cerca de 30 barcos e marcada por imensa emoção, no momento em que uma grande auréola luminosa surgiu no céu contornando o sol. O fenômeno foi considerado um sinal de benção e aprovação da Virgem de Nazaré àquela manifestação de fé dos devotos.
Para a romaria nas águas da baía do Guajará, foi confeccionada mais uma réplica da berlinda, usada até 2002. No ano seguinte, ela foi substituída por uma cúpula de vidro que é usada até hoje. A cúpula permite maior visibilidade da imagem pelos ribeirinhos e fiéis que a acompanham. Atualmente, mais de mil embarcações, entre barcos, lanchas, balsas e veleiros participam do "Círio das Águas".
A Moto-romaria
Após a chegada da Romaria Fluvial na Escadinha do Cais do
Porto, em Belém, os romeiros se integram aos motociclistas que aguardam a
imagem para conduzi-la na Motoromaria, que surgiu no Círio de 1990. A
iniciativa foi da Federação Paraense de Motociclismo, que decidiu também
prestar a sua homenagem, acompanhando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré até o
Colégio Gentil Bittencourt.
Num percurso de 2,6 quilômetros, centenas de motociclistas, ciclistas e outros veículos fazem a escolta da imagem até o colégio. Ao longo do trajeto, que compreende as avenidas Presidente Vargas, Serzedêlo Corrêa, Gentil Bittencourt, travessa 14 de Março e avenida Magalhães Barata, muitas homenagens são feitas à Rainha da Amazônia.
Num percurso de 2,6 quilômetros, centenas de motociclistas, ciclistas e outros veículos fazem a escolta da imagem até o colégio. Ao longo do trajeto, que compreende as avenidas Presidente Vargas, Serzedêlo Corrêa, Gentil Bittencourt, travessa 14 de Março e avenida Magalhães Barata, muitas homenagens são feitas à Rainha da Amazônia.
A Trasladação
A Trasladação é realizada na noite do sábado que antecede o
Círio de Nazaré. Depois de uma missa às 17h, no Colégio Gentil Bittencourt, os
fiéis se dirigem em procissão à Igreja da Sé, fazendo o mesmo trajeto da
procissão do domingo, mas no sentido inverso. Diferente do que ocorre no Círio,
onde vários carros de promessas e pelotões acompanham a procissão, na
Trasladação há apenas a berlinda em destaque.
O fato da procissão acontecer à noite torna o momento ainda mais bonito, pois, além de a cidade toda se enfeitar e se iluminar para saudar a Virgem de Nazaré, é possível constatar que a Trasladação é uma verdadeira procissão à luz de velas levadas pelos devotos durante todo o percurso.
Um dos momentos mais emocionantes da procissão ocorre durante a homenagem dos estivadores e arrumadores, que soltam fogos de artifício em honra à Virgem de Nazaré, num verdadeiro espetáculo de cores e luzes.
A cada ano que passa, o número de fiéis que acompanham a Trasladação é maior. Nos últimos anos, a corda atrelada à berlinda tem sido tão disputada quanto na grande procissão de domingo.
O fato da procissão acontecer à noite torna o momento ainda mais bonito, pois, além de a cidade toda se enfeitar e se iluminar para saudar a Virgem de Nazaré, é possível constatar que a Trasladação é uma verdadeira procissão à luz de velas levadas pelos devotos durante todo o percurso.
Um dos momentos mais emocionantes da procissão ocorre durante a homenagem dos estivadores e arrumadores, que soltam fogos de artifício em honra à Virgem de Nazaré, num verdadeiro espetáculo de cores e luzes.
A cada ano que passa, o número de fiéis que acompanham a Trasladação é maior. Nos últimos anos, a corda atrelada à berlinda tem sido tão disputada quanto na grande procissão de domingo.
O Círio
O Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões
católicas do Brasil e do mundo, sendo considerada a maior procissão de todo o
país. Entretanto vale a pena ressaltar aqui, que o Círio de Nazaré não é propriedade exclusiva da Igreja Católica Romana, pois trata-se de uma manifestação da fé do povo paraense que foi ratificada pelo Vaticano. O Círio nasceu do povo e sempre foi uma manifestação religiosa laica, não instituída pelo clero.
O Círio por ser patrimônio do povo, também reúne pessoas, entre fiéis e autoridades, de outros credos atuantes na região amazônica como: os anglicanos, os ortodoxos, os espíritas e os umbandistas, além de alguns evangélicos (protestantes) de linha moderada.
O Círio por ser patrimônio do povo, também reúne pessoas, entre fiéis e autoridades, de outros credos atuantes na região amazônica como: os anglicanos, os ortodoxos, os espíritas e os umbandistas, além de alguns evangélicos (protestantes) de linha moderada.
O Círio é comemorado sempre no segundo domingo de outubro, a Festa de Nazaré é
realizada em Belém do Pará há mais de dois séculos. Desde 1793.
O termo Círio vem da palavra latina "cereus", que significa vela ou tocha grande. Por ser a principal oferta dos fiéis nas procissões em Portugal, com o tempo passou a ser sinônimo da procissão de Nazaré aqui Belém e de muitas outras pelas cidades do interior do Pará.
Todos os anos, o Círio reúne aproximadamente dois milhões de pessoas numa caminhada de fé pelas ruas da capital paraense, um verdadeiro espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus, Padroeira do Pará e Rainha da Amazônia.
O domingo do Círio começa com a celebração de uma missa em frente à Catedral Metropolitana de Belém, a Sé, às 5h30. Ao término da missa, às 6h30, é iniciada a procissão que percorre as ruas de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, em um percurso de 3,6 quilômetros. Em 2004, o trajeto foi cumprido em 9 horas e 15 minutos, sendo registrado como o Círio mais longo de toda a história.
A cada ano, o Círio de Nazaré atrai um número maior de romeiros, reunindo, além dos fiéis de Belém e do interior do Estado, devotos de várias regiões do país e até mesmo visitantes estrangeiros. Durante todo o trajeto feito pela imagem de Nossa Senhora, os devotos fazem diversas manifestações de fé, além de enfeitar as ruas e casas em homenagem à Santa.
Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural de natureza imaterial. Mérito conquistado não só pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mas também pelo simbolismo da corda do Círio, que todos os anos é disputada pelos promesseiros que enchem as ruas de Belém de fé e emoção; dos carros de promessas, que carregam as graças atendidas pela Virgem; dos mantos de Nossa Senhora, que a deixam ainda mais linda; da Berlinda, que se destaca na multidão carregando a pequena Imagem tão adorada; e do hino "Vós sois o Lírio Mimoso", canção que embala os milhares de corações que acompanham o Círio em uma só voz.
Após a grande procissão, a imagem da Virgem fica exposta no altar da Praça Santuário para visita dos fiéis durante 15 dias, período chamado de quadra nazarena.
O termo Círio vem da palavra latina "cereus", que significa vela ou tocha grande. Por ser a principal oferta dos fiéis nas procissões em Portugal, com o tempo passou a ser sinônimo da procissão de Nazaré aqui Belém e de muitas outras pelas cidades do interior do Pará.
Todos os anos, o Círio reúne aproximadamente dois milhões de pessoas numa caminhada de fé pelas ruas da capital paraense, um verdadeiro espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus, Padroeira do Pará e Rainha da Amazônia.
O domingo do Círio começa com a celebração de uma missa em frente à Catedral Metropolitana de Belém, a Sé, às 5h30. Ao término da missa, às 6h30, é iniciada a procissão que percorre as ruas de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, em um percurso de 3,6 quilômetros. Em 2004, o trajeto foi cumprido em 9 horas e 15 minutos, sendo registrado como o Círio mais longo de toda a história.
A cada ano, o Círio de Nazaré atrai um número maior de romeiros, reunindo, além dos fiéis de Belém e do interior do Estado, devotos de várias regiões do país e até mesmo visitantes estrangeiros. Durante todo o trajeto feito pela imagem de Nossa Senhora, os devotos fazem diversas manifestações de fé, além de enfeitar as ruas e casas em homenagem à Santa.
Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural de natureza imaterial. Mérito conquistado não só pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mas também pelo simbolismo da corda do Círio, que todos os anos é disputada pelos promesseiros que enchem as ruas de Belém de fé e emoção; dos carros de promessas, que carregam as graças atendidas pela Virgem; dos mantos de Nossa Senhora, que a deixam ainda mais linda; da Berlinda, que se destaca na multidão carregando a pequena Imagem tão adorada; e do hino "Vós sois o Lírio Mimoso", canção que embala os milhares de corações que acompanham o Círio em uma só voz.
Após a grande procissão, a imagem da Virgem fica exposta no altar da Praça Santuário para visita dos fiéis durante 15 dias, período chamado de quadra nazarena.
A Ciclo-romaria
A Cicloromaria é a procissão mais nova de
todas, surgiu em 2004, após pedido da Federação dos Ciclistas do Pará e
Associação dos Ciclistas de Icoaraci. Acontece sempre no sábado posterior à
Festa do Círio, às 8 horas da manhã. Todos os anos, o trajeto a ser percorrido
é diferente, sendo definido dois meses antes do Círio.
A Romaria da Juventude
A Romaria da Juventude surgiu em 2001. Ela é, geralmente,
realizada na tarde do sábado posterior ao Círio. Essa é a
vez dos jovens homenagearem a Virgem de Nazaré. A procissão é animada
por um Trio Elétrico. Este é o momento em que várias comunidades jovens se
encontram, fazendo da Romaria da Juventude uma das mais animadas. A organização
desta procissão é feita pela Basílica Santuário de Nazaré e Catequeses das
Paróquias. A Romaria da Juventude é considerada uma forma de integrar todas as paróquias
em torno da realização da festa.
A Romaria das Crianças
No primeiro domingo após o Círio de Nazaré, é a vez das
crianças irem às ruas prestar suas homenagens a Nossa Senhora. A Romaria,
criada com o objetivo de construir e fortalecer a devoção mariana entre os
pequenos, começa às 8 horas da manhã, saindo da Praça Santuário e percorrendo
várias ruas do bairro de Nazaré, em Belém.
O primeiro Círio das Crianças foi realizado em 1990. A procissão já é considerada como a terceira maior das 11 procissões que são realizadas durante a Festa Nazarena.
Além da Berlinda que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, durante a Romaria das Crianças há ainda o carro dos milagres e os carros dos anjos.
O primeiro Círio das Crianças foi realizado em 1990. A procissão já é considerada como a terceira maior das 11 procissões que são realizadas durante a Festa Nazarena.
Além da Berlinda que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, durante a Romaria das Crianças há ainda o carro dos milagres e os carros dos anjos.
A Procissão da Festa
A Procissão da Festa é a terceira romaria mais antiga,
depois do Círio e da Trasladação. O primeiro registro dessa procissão é do ano
de 1881. A procissão é acompanhada pela Diretoria da Festa de Nazaré e as
comunidades que fazem parte da Basílica Santuário. É a romaria realizada na manhã
do segundo domingo após o Círio, saindo às 8 horas da Praça Santuário, depois
da celebração de uma missa. A Procissão da Festa é organizada pelas próprias
comunidades ligadas à Basílica e percorre as ruas do Bairro de Nazaré, num
trajeto de 2,8 km. Todo ano, uma das comunidades é prestigiada pela
procissão. O percurso é definido pelo pároco da Basílica e de
acordo com a localidade da comunidade contemplada.
O Re-círio
O Recírio é o momento que encerra toda a Festividade
Nazarena. É quando os paraenses se despedem da Rainha da Amazônia. A procissão
do Recírio acontece 15 dias após a grande procissão de domingo, numa
segunda-feira.
A procissão começa após uma missa campal, realizada na Praça Santuário às 6h. Às 07h, a imagem da Virgem de Nazaré é conduzida num percurso de 250 metros, em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt. Durante o trajeto, a procissão faz o contorno na Praça Santuário, segue pelas avenidas Generalíssimo Deodoro, Nazaré e Magalhães Barata até chegar ao Colégio Gentil. Enquanto passa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é saudada e aclamada pelos paraenses que acompanham a caminhada ou a assistem pelas janelas de suas casas.
A despedida é sempre emocionante. Entre muitas orações e canções, os fiéis prestam suas últimas homenagens à Santinha. Em grande estilo, o Recírio encerra o Círio de Nazaré marcado por muita fé, fogos de artifício e pela espera da Festa no próximo ano.
A procissão começa após uma missa campal, realizada na Praça Santuário às 6h. Às 07h, a imagem da Virgem de Nazaré é conduzida num percurso de 250 metros, em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt. Durante o trajeto, a procissão faz o contorno na Praça Santuário, segue pelas avenidas Generalíssimo Deodoro, Nazaré e Magalhães Barata até chegar ao Colégio Gentil. Enquanto passa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é saudada e aclamada pelos paraenses que acompanham a caminhada ou a assistem pelas janelas de suas casas.
A despedida é sempre emocionante. Entre muitas orações e canções, os fiéis prestam suas últimas homenagens à Santinha. Em grande estilo, o Recírio encerra o Círio de Nazaré marcado por muita fé, fogos de artifício e pela espera da Festa no próximo ano.
Texto adaptado de: http://www.ciriodenazare.com.br
Curiosidades sobre o Círio
O Manto
Inicialmente o manto da Santa
não era confeccionado anualmente devido ao elevado custo da produção. A
confecção anual nasceu por iniciativa e empenho da irmã Alexandra, da
congregação das Filhas de Sant´Anna (colégio Gentil), que, na década de 60, se
ofereceu para fazer o manto com material doado por um promesseiro.
O Dia
do Círio
Os jornais de 1840, 1843, 1846 e
1849 registram a realização do círio em uma tarde de quarta-feira, um horário
sempre sujeito à chuva. Por causa disso, em 1854, foi anunciada a transferência
da procissão para a manhã de domingo.
O Largo
de Nazaré
No século XIX, a ´Sociedade do
Descanso´ alugava cadeiras para quem quisesse apreciar o movimento do Largo de
Nazaré. Eram contratados criados para servir água em copos de cristal e
charutos importados. Um anúncio em um jornal da época pedia que todos fumassem
os charutos com "chiquismo".
A Origem
Sobre a origem do Círio de Nossa
Senhora de Nazaré, dizem que o governador Souza Coutinho foi muito influenciado
pela lenda da fuga da Santa, da capela do Palácio do Governo para as matas do
Utinga. Por esse motivo, pediu à Confraria que repetisse o movimento que o povo
atribuiu à Virgem. E o Círio, até hoje, cumpre o mesmo ritual, sendo que ao
invés de iniciar o trajeto na capela do Palácio do Governo, sai da igreja da
Sé.
A Lei da Padroeira
A Lei Estadual nº 4.371, de 15
de dezembro de 1971, também conhecida como a “Lei da Padroeira”, diz o
seguinte: "É de lei, lei dos homens, que Nossa Senhora de Nazaré é merecedora
de honras de Estado".
O
Hino
O hino oficial do Círio foi
criado no mesmo ano em que foi lançada a pedra fundamental da Basílica de Nossa
Senhora de Nazaré. Dizem que o hino foi feito para Nossa Senhora da
Providência, padroeira dos Barnabitas. Depois, a pedido do Padre Afonso Di
Giorgio, líder católico na época, o advogado e político Aldebaro Klautau
adaptou o estribilho que atualmente cita o nome Senhora de Nazaré.
A Corda
A partir do Círio de 1995, a
berlinda passou a ser atrelada à corda no Boulevard Castilho França com a
avenida Portugal, em frente ao Mercado do Ver-o-Peso. Desta forma, a berlinda
passou a sair da Catedral de Belém protegida por um cordão humano, formado por
um pelotão de 60 homens da Polícia Militar, Marinha, Exército, Aeronáutica e
Guarda Municipal, além dos 120 homens da Guarda da Santa.
A
Decoração da Berlinda
Até 1963, a berlinda era
decorada apenas com flores brancas. A partir de 1964, ela ganhou um novo
visual, passando a ser enfeitada com flores de todas as espécies e cores.
O
Mistério sobre o manto
Todos os anos, a coordenação da
festa mantém um certo mistério sobre o manto que a imagem de Nossa Senhora de
Nazaré irá usar. No Círio de 97, a padroeira usou dois mantos: um na
trasladação e outro na grande procissão de domingo. Foi a primeira vez que dois
mantos foram confeccionados para um só Círio. O manto usado na trasladação foi
doado por uma catariense, Genosí Pawlick, que assistiu ao Círio pela televisão
e pediu a um amigo de Belém, coronel Roberto Pessoa Campos, para tirar as
medidas do manto da padroeira para confeccioná-lo em seu ateliê, em
Florianópolis. Ele foi feito na cor branca, em veludo alemão, bordado com
miçangas de porcelana, vindas da Austrália, e estrasse da Checoslováquia.
A
Comida
A maniçoba, prato de origem
indígena, típico da Amazônia, leva entre 5 e 7 dias cozinhando, para ser
servida na Ceia do Círio. Isso porque a maniva, folha da mandioca, ingrediente
principal da maniçoba, possui substâncias tóxicas que se ingeridas cruas podem
matar por intoxicação.
A Promessa
No círio de 1996, um romeiro
chamou a atenção do público e da imprensa: para agradecer a uma graça
alcançada, ele carregava atracados ao seu corpo 150 caranguejos vivos. A
intenção do promesseiro era de que os caranguejos ficassem expostos no Museu do
Círio. A diretoria do Museu não concordou totalmente, mas também não se desfez
do pedido do promesseiro. Mandou empalhar alguns caranguejos, que hoje estão em
exposição junto com a vestimenta usada pelo homem.
O Fogo
No Círio do ano de 2002, o
percurso tradicional do Círio foi modificado por causa do incêndio que atingiu
uma casa comercial, no início da Boulevard Castilhos França, na manhã do
Domingo (13). Da Catedral, a imagem foi levada pela avenida João Alfredo e só
depois entrou na Boulevard. Por causa do incêndio, a imagem de Nossa Senhora
não foi atrelada à corda, o que fez com que a procissão de 2002 fosse uma das
mais rápidas da história do Círio de Nazaré.
O
Círio mais Longo da História
O Círio do ano 2000 foi o mais
demorado da história em mais de duzentos anos de procissão. A romaria durou 9
horas! O percurso, que tem cerca de três quilômetros, começou às sete horas da
manhã e só terminou às quatro da tarde.
A Quebra
da corda
Apesar da força que os romeiros
fazem ao segurar a corda, dizem que ela só quebrou uma única vez. Teria sido em
1980, em frente ao Hotel Excelsior Grão Pará, na Avenida Presidente Vargas, em
Belém. Um militar da reserva teria fraturado a bacia durante o incidente.
O Tumulto
A corda, tradicionalmente, sai
junto com a procissão, que inicia na Catedral Metropolitana de Belém. Mas em
1995, a diretoria da festa decidiu que a saída da corda seria em frente ao
mercado do Ver-o-Peso. A medida foi para garantir segurança e melhorar a
fluidez do percurso. No entanto, houve tumulto e alguns romeiros cortaram a
corda que, pela primeira vez, foi atrás da Berlinda e não à frente, como sempre
acontece.
A Duração
A
corda dura até três anos. Depois desse período ela é doada para as paróquias do
interior ou fica guardada no Centro Social de Nazaré.
Texto adaptado de: http://www.achebelem.com.br/cirio/cirio-de-nazare/curiosidades-do-cirio-de-nazare



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